Um falso conto Britânico

domingo, setembro 25, 2016




Já passam das 02:00, os pensamentos estão no velho apartamento, e naquele vagabundo...

Eu queria ser como as outras garotas e no dia seguinte estar trepada em cima de outro cara num pub qualquer, enchendo a cara com drinque e doses pago por um estanho pervertido que não para de olhar minhas pernas, queria pegar um cigarro só pra sugar aquele veneno e soprar a fumaça pro alto como se eu fosse uma tipica inglesa cheia de classe, já que a maioria se acha assim e no fim da noite depois de ter  beijado uns cem caras diferentes numa balada muito louca, chegar em casa bêbada mas rindo dos meus tropeços. Só que isso é quase como um sonho pra mim.
Não suportar o cheiro que exala das bebidas, e de como o cabelo fica nojento com o cheiro de cigarro é algo bem tipico meu, não preciso ter uma ressaca pra me sentir enjoada, isso já me embrulha o estomago só em pensar.

Agora são 2:30 e chove tanto quanto eu gostaria, e só torna minha situação ainda mais deprimente. Minha companhia é minha velha xícara de chá e meu iPod com musicas mais tristes do que eu poderia imaginar, ouvindo elas agora nunca pensei que todas essas musicas poderiam ser a trilha ideal para o fim de tudo o que aconteceu nos últimos meses. Me pergunto todos os dias porque é difícil esquecer alguém. Deveria ser automático o esquecimento quando alguém destrói um pedaço da sua vida por pura luxuria e prazer. Tão ruim quanto isso é meu cérebro fazer tudo voltar a tona por diversas vezes do meu dia sem nem pedir licença.




Quase 03:00 e já estou na minha sétima xícara de chá, será que isso vicia?
Espero que não.
Agora penso realmente que devia ter aceitado o convite de uma amiga e sair por ai sem rumo apenas pra curtir e não me fechar mais ainda no meu mundo tranquilo. A ideia dela era viver e ter homens em busca de uma trepada rápida num banheiro ou no banco de trás de um carro, segundo sua teoria era melhor assim do que carregar o fardo de uma relação falida e sem diversão nenhum, a vida é curta vamos provar o que ele também provou.

 Naquela noite eu cheguei mais cedo e encontrei minha cama sem espaço pra mim, e eu sabia que ele se tornaria um "desconhecido" depois da cena que presenciei, e de todos os lugares que ele poderia ter feito tal façanha ele escolheu nossa cama. Queria ser a louca que quebra tudo e que saca o revolver guardado na gaveta da comoda pronta pra acabar com uma vida e eu só fiz observar aquilo por alguns segundos até notarem a minha presença. Eu mal podia respirar e meu corpo se movia no automático, consegui juntar um punhado de roupas e numa bolsa e sai dali deixando apenas um tapa bem dado na cara dele no momento em que tentou barrar minha saída.

04:00, eu sentia minha mão formigar só de lembrar, meu estomago embrulhava com as cenas que meu cérebro fazia eu relembrar. Eu queria parecer como as outras, mas eu não conseguia ser assim.
Eu queria sair, mas sozinha era melhor pra mim, me afastar de algumas coisas, pensar e repensar em como tudo aconteceu e não deixar tudo se repetir futuramente.

Bebi o ultimo sachê de chá que tinha preparado, eu me sentia mais calma e aliviada por não ceder a "tentação" de sair por ai pra superar um amor mal sucedido me afogando em álcool e luxuria com minhas amigas mais loucas da cidade. Talvez eu fosse a mais "normal" se é que existe alguém normal nesse mundo.


Esse é apenas um texto fictício que escrevi numa madrugada qualquer,  é a primeira vez que publico textos que tenho guardados.

Espero que vocês tenham gostado e continuem acompanhando o blog.
Aproveita e me encontra lá nas redes sociais

-XOXO Nati


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